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SINTASA, Sindicato das Atividades Subaquáticas

museu digital

Do escafandro de cobre ao ROV autônomo

Um acervo vivo da história do mergulho comercial brasileiro, mantido pela categoria que a construiu.

Linha do tempo do mergulho comercial

Base histórica: U.S. Navy Diving Manual Rev. 7 · imagens ilustrativas criadas por IA

  1. Escafandro fechado de Augustus Siebe

    1837

    Escafandro fechado de Augustus Siebe

    Capacete de cobre aparafusado a uma roupa estanque de lona, com ar bombeado manualmente da superfície. Base de todo o mergulho com suprimento da superfície.

  2. Capacete Mark V da Marinha dos EUA

    1916

    Capacete Mark V da Marinha dos EUA

    O 'capacete de cobre' clássico, com quatro visores e cerca de 25 kg. Foi padrão por mais de 60 anos em salvamento e construção submarina, como descreve o U.S. Navy Diving Manual.

  3. Hélio e mergulho de saturação

    1960–1970

    Hélio e mergulho de saturação

    As experiências Genesis e Sealab mostram que o corpo pode ficar saturado de gás por dias. Nasce o mergulho de saturação com mistura Heliox, que abriu o offshore profundo.

  4. Máscaras de banda (Band Mask)

    1970–1980

    Máscaras de banda (Band Mask)

    Máscara de rosto inteiro com armação rígida, capuz de neoprene e tiras de borracha (aranha), regulador de demanda e comunicação por fio. Leve e rápida para mergulho raso e portuário.

  5. Capacetes de demanda Kirby Morgan

    1975–hoje

    Capacetes de demanda Kirby Morgan

    Os capacetes de fibra com regulador de demanda substituem o cobre: SuperLite 17, depois o 37 de aço inox e, em 2010, o Kirby Morgan 47, com regulador de alto desempenho e menor esforço respiratório.

  6. Dos ROVs work-class aos residentes elétricos

    1980–hoje

    Dos ROVs work-class aos residentes elétricos

    Veículos remotamente operados com manipuladores assumem o trabalho mais profundo. Hoje surgem ROVs elétricos e residentes, que ficam no fundo do mar em estações de recarga.

Acervo de equipamentos

  • 1950–1980

    Escafandro clássico

    Capacete de cobre e vestimenta de lona, alimentado por bomba manual de superfície.

  • 1980–hoje

    Capacete de demanda

    Comunicação por fio, suprimento por umbilical e reserva de emergência nas costas.

  • 1977–hoje

    Sino de mergulho e sistema de saturação

    Permitiu operações longas em grandes profundidades na Bacia de Campos.

  • 2004–hoje

    ROV classe II de trabalho

    Manipuladores, sonar e câmeras substituíram o mergulhador em profundidades extremas.

  • 1990–hoje

    Câmara hiperbárica portátil

    Tratamento imediato de doença descompressiva na própria frente de trabalho.

  • 1985–hoje

    Painel de gases e mistura Heliox

    Controle de mistura respiratória para mergulho profundo com hélio.

Depoimentos

“Passei 28 dias dentro de um sistema de saturação. Quando saí, o mar estava calmo e eu não sabia mais que dia era. O que a gente faz não cabe em uma foto.”

Antônio Rangel · Mergulhador de saturação

“Fui a primeira mulher a supervisionar mergulho no porto. O que mudou não foi o equipamento, foi a categoria entender que segurança se negocia em convenção.”

Marina Bastos · Supervisora de mergulho

Linha do tempo do setor no Brasil

  1. 1968

    Primeiras equipes de mergulho comercial no Brasil

    Operações de apoio à cabotagem e a reparos navais em Santos e no Rio de Janeiro.

  2. 1977

    A Bacia de Campos muda o setor

    A produção offshore cria demanda inédita por mergulho profundo e soldagem submarina.

  3. 1988

    Fundação do SINTASA

    Mergulhadores e trabalhadores subaquáticos se organizam para negociar condições de trabalho e segurança.

  4. 1995

    Primeira convenção coletiva do mergulho offshore

    Reconhecimento do adicional de profundidade e da jornada em regime de embarque.

  5. 2004

    Chegada em escala dos ROVs

    A robótica subaquática amplia o alcance das operações e cria uma nova função na categoria.

  6. 2016

    Programa de cultura de segurança

    Adoção do modelo de Safety Flash e reporte de quase-acidentes junto às contratantes.

  7. 2026

    SINTASA 4.0

    O sindicato lança o primeiro portal de inteligência setorial subaquática do país.