Sindicato Nacional dos Trabalhadores
em Atividades Subaquáticas e Afins
Na designação da nossa missão, só temos como opção a vitória!
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Esta, assim como outras atividades de mergulho, já foi quase que exclusividade da PETROBRAS, mais do modo como o horizonte muda, essa realidade também mudou. Antes o que era chamado de um simples serviço hoje se aplica a uma Empresa de Engenharia. Nesse momento todas as Unidades Marítimas têm a necessidade hora ou outra de uma Equipe de Profissionais para operarem nos TFOs. Há aquelas que por aventurismos tente “safar”, como dizem, com Marinheiros ou Rigger’s, porém, quando demanda maior complexidade operacional, garantia de segurança em operação e meio ambiente ou avaliação de Entidade de Classe, volta-se a busca de profissionais aptos e experientes, hoje em serviço da Empresa Belov Engenharia. 

 

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Os Terminais Fixos Oceânicos, antes conhecidos como Quadros de Bóias, como ainda é lembrado por muitos dos nossos companheiros mergulhadores, chegou até ser estigmatizado por alguns da categoria, citado em rodas de Bar como “Emprego para Mergulhador que não Gosta de Mergulhar’’. Está fama em parte chegou a proceder, mais não prevaleceu.

Hoje o TFO é o principal responsável pelo escoamento da maior parte da produção de Petróleo Nacional (que é algo superior a 1,8 milhões de barris ao dia), assim como a Bacia de Campos evoluiu desde a sua descoberta em 1974, tornando-se a principal região petrolífera do Brasil, o TFO também evoluiu. Aquele antes chamado Quadro de Bóias e que já teve o nome de Serviço de Amarração, iniciado com a primeira Monobóia tipo Módico-1 em 1967 Tramandaí - RS, e que hoje é uma Unidade Técnica que opera dentro da Ancoragem engrazada na engrenagem da US-SUB (Petrobras).

Em questões de números fizemos nosso dever de casa, na década de 90 éramos responsáveis por pouco mais de 2/3 do consumo interno, na década de seguinte já tínhamos ultrapassado 90% da produção petrolífera Nacional, hoje comemoramos a quebra de um recorde após o outro, exportamos cerca 733 mil barris por dia de petróleo, totalizando 22,73 milhões de barris no mês. Tendo como destino das exportações: os Estados Unidos com 32%, em seguida a Índia com 22%, a China com 20%, a Europa com 18%, e o Japão e Canadá com 4%. Alguém já imaginou isso sendo feito por caminhões, chega até ser ridículo de se pensar.

 

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Em 2007 a Petrobrás anunciou a descoberta de petróleo na camada denominada Pré-sal, além de hoje ser a quarta empresa de energia do mundo e estar em franco crescimento com um aumento maior de 100% no total de Offloading realizados e maior que 250% do número de terminais oceânicos na última década, ela está ampliando a participação de outras grandes Empresas Petrolíferas (como DEVON, CHEVRON, ENI, e outras) para um crescimento ainda maior da produção no Mar, hoje já considerado em escala logarítimica.

Aquela idéia de serviço de convés antes atrelada ao TFO foi deixada bem no passado. Uma grande gama de atividades hoje depende deste sistema, pois temos hoje Monobóias que operam em conjunto com Plataformas de Rebombeamentos, com Unidades Terrestres e com outras Unidades Maritimas de Produção, FSOs que transferem por Sistema próprio ou Monobóias, FPSOs com outros váriados métodos de transferência; Hell com Linha Flutuante e Semi-flutuante, Linha Alternativa de Offloading, Linha Principal não Flutuante, com uso de Troler, com uso de NSV sendo Change-Over ou não. A todos aplicados planos de manutenção preditivos, nas partes emersas e submersas contemplando seus sistemas auxiliares (Pull Back & Amarração).

Para alcançar a eficiência devida, manter os padrões de qualidade internacional em operação e manutenção exigidos pelo mercado, os Mergulhadores hora atuantes evoluíram em técnica, formação e conceito, em face da necessidade de formação em Ensaios Não Destrutivos - END com qualificação reconhecida por entidade própria, garantiram assim uma relativa estabilidade profissional, não é difícil encontrar pessoal com formação de nível superior e fluência em outro idioma não deixando nada a dever para as equipes estrangeiras que operam, como por exemplo, no Mar do Norte ou no Golfo Pérsico, e com o orgulho de serem brasileiros.

 

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