Sindicato Nacional dos Trabalhadores
em Atividades Subaquáticas e Afins
Na designação da nossa missão, só temos como opção a vitória!

Para que possa ser operado da superfície de navios ou plataformas submarinas, o ROV dispõe de computadores, cujos sinais entre a superfície e o veículo no fundo do mar são multiplexados. Normalmente são necessários um piloto e um co-piloto para as operações. Enquanto o piloto controla o veículo, o co-piloto cuida da operação dos braços, comunicação com a ponte de comando do navio ou plataforma, registro dos dados da operação etc. Nos dias atuais é impossível extrair-se petróleo do fundo do mar sem essa ferramenta. O ROV tem múltiplas finalidades, desde a pesquisa e prospecção passando pela exploração e até na produção do ouro negro. Os equipamentos para a exploração e produção de petróleo já foram adaptados para serem instalados e operados por ROVs. Para isso o ROV usa ferramentas projetadas exclusivamente para atuarem como interfaces entre o operador na superfície e o equipamento no fundo do mar. Os ROVs usados na indústria do petróleo atualmente conseguem trabalhar em profundidades de 3.000 m (três mil metros) ou mais. No Brasil já se perfura nessa profundidade. Entre os sistemas que fazem parte de um ROV, podemos citar as lâmpadas, resistentes a grandes profundidades. Elas são necessárias porque em profundidades maiores que trezentos metros, a luz do sol não consegue penetrar, mesmo em dia ensolarado, com sol a pino. 

Outro sistema instalado no ROV é o sonar (SOund Navagation And Ranging) que é um aparelho dividido em duas partes principais. A primeira é uma espécie de antena que fica no veículo (ROV/RCV), cuja finalidade é transmitir e receber o som numa freqüência inaudível ao ser humano. O som viaja e ao encontrar um alvo reflete de volta para a mesma antena que capta este sinal, amplifica e transmite a superfície para que possa ser lido e interpretado pelo piloto na sala de controle, na superfície, onde fica a outra parte do sonar, onde o sinal é recebido e transformado em imagem no monitor. A maioria dos ROVs possui braços manipuláveis para segurar objetos, operar válvulas e quase todas as operações que um mergulhador faria em águas mais rasas. Lembrando que no mergulhador profissional, mesmo utilizando as técnicas do mergulho saturado, o mergulhador só pode trabalhar até 320 metros de profundidade, conforme é permitido no Brasil, apesar dos grandes poços produtores estarem além dessa profundidade. 

Hoje em dia, onde a exploração do petróleo ocorre, principalmente, em águas profundas, o ROV tornou-se ferramenta imprescindível. Enquanto o campo de trabalho do mergulhador é limitado, o uso dos ROVs cresce proporcionalmente à medida que se vai buscar o ouro negro em lâminas d'água cada vez maiores. 

Para o lançamento do ROV, o sistema possui um frame e um guincho com o cabo que vai desenrolando a medida que o veículo vai submergindo. Alguns navios possuem sistemas de posicionamento que mostram a posição exata do veículo no fundo. Para que isto seja possível o ROV dispõe de um transponder submarino que transmite impulsos através da água e são captados pelo hidrofone localizado na parte inferior, casco, do navio.